15 November 2009
adeus mas até já
A estadia de 3 meses em Cabo Verde, novidade, comportou alguns dissabores e alguns incómodos: alguma solidão, o dengue, alguns outros mosquitos a zumbir à volta da cabeça... mas outras tantas coisas ficam, bem maiores e mais ricas... pontes para o futuro, experiências positivas nas gentes da ilha de santiago, são nicolau e são vicente... tão diferentes e tão ricos.
Hoje foi um dia curioso, o ultimo aqui nas ilhas. Acordei no Tarrafal de Santiago e tomei o pequeno almoço enquanto olhava a montanha e a baía, a praia e os pescadores. Depois uma incursão pelo interior, no lindo e silencioso Traz di Monti... mais tarde a viagem até Praia, com dois furos nas "iáces" - que é sempre um trajecto peculiar.
A ultima noite e os ultimos mosquitos. Fica a memória para melhor desfrutar quando aqui voltar, mas especialmente quando aqui não estiver.
05 November 2009
dengue: não gostei da experiência, claro
e ainda agora andar a sentir alguns sintomas (e rezar que sejam só as mazelas naturais),
preparo-me para ir a Mindelo (bem menos sujo e espero que com menos mosquitos).
Pois é, estive aqui na Praia com este projecto fantástico, mas sinceramente, meus amigos, quero-me ir embora... a ver se dá para aguentar mais uma semana e meia...
01 November 2009
chegou a hora do lobo
notícia: foi um homem grande que nos deixou.
obrigado por tudo, António Sérgio
31 October 2009
hipometropia ???
Bem, espero que a minha miopia de 0,2 me tenha pregado uma partida...
26 October 2009
escuta aqui...
25 October 2009
folhas de papel
E se um dia, um qualquer, não interessa qual, Palahniuk deixasse de escrever. Simplesmente deixasse de escrever. “Olha, já não me apetece”. Como quem decide deixar de fumar naquele preciso instante. E deitar tudo fora, folhas cheias de rascunhos, ideias soltas, umas outras já bem acabadas, outras mais revistas que outras. Nalgumas, simples despojos do dia.
E vamos imaginar que um grande mólho de folhas – vamos dizer, vá, sete mil folhas de coisas anotadas pelo mestre Chuck – ia direitinho ao caixote do lixo, assim com um atilho mal amanhado a amarrar aquilo tudo. Além das coisas que as editoras tinham por ai distribuido ou nos seus escritórios, mais nada existia além daquele mólho de folhas (e aqui vamos imaginar romanticamente que o Pala não tinha cópias no computador nem back-ups em qualquer lado). Somente aquelas impressões, exemplares unicos.
E lá ia o mólho de sete mil folhas (mais coisa menos coisa), direitinhas atiradas do terceiro andar, cair mesmo ao lado do caixote do lixo do prédio.
Continuamos a imaginar que um gajo qualquer, também não interessa quem, passava ali e “oh, que belo mólho de folhas, mesmo o que eu preciso”. Agarrava naquilo e lá levava as sete mil folhas (mais coisa menos coisa), como quem leva uma cadeira ou um sofá deixado ao abandono - que com uma limpeza ou toquezinho com o martelo até fica bem junto a uma mesa improvisada e pintada de roxo que lá se tem na sala. E lá vai o homem (o gajo – mas também podia ser uma gaja) com as sete mil folhas (mais coisa menos coisa) para casa.
Ao chegar a casa, nós apercebemo-nos que o homem até nem sabe ler – deixamos a explicação do porquê de não saber ler para outra altura, se alguém se debruçar sobre o passado deste homem incógnito. “Não sabe ler, mas não é parvo” - embora alguns (não muitos) de vez em quando o digam, quem mais o faz, sem sombra de dúvida, é a mãe. Bem, o homem (o tal gajo) lá colocou as sete mil folhas no sofá (aquele que ficava bem junto a uma mesa improvisada, roxa).
Continuamos a imaginar pois, e o homem estava a pintar uma das divisões – por sinal uma que somente tinha uma pequena janela (digamos com vinte por trinta centimetros) e que dava para um páteo fechado. Óbviamente que aquela divisão teria que ser (ou não, vai-se lá saber) uma espécie de arrumos. E quando se fala de arrumos, estamos simplesmente a falar de um buraco onde toda a cangalhada é atirada ao monte (e quem chorou ao ver Wall-e, deve ficar tão irritado com isto, como quando se vê um cão na rua a morrer de sede com a longa língua de fora a tocar o chão). E como a casa era um pouco humida, o homem (o gajo) decidiu (toda a gente ficou a pensar porque é que ele se tinha lembrado daquilo) cobrir toda a parede de folhas (também podia ser coberta por jornais, mas como “encontrei isto mesmo ali à mão, uso já isto”). E lá cobriu as quatro paredes da divisão, que seria eventualmente usada no futuro como arrumos, com folhas. Aquelas ultimas do Palahniuk. E lá cobriu. Com cola, forte. “E depois como é que tiras isso tudo, quando for para pintar de novo, sei lá, para o ano?”. “Cale-se e vá para a cozinha, não me chateie os cornos. Sempre a mesma merda”. E lá cobriu. Mas como não gostava de ver aquilo assim. “Modernaço demais”, decidiu pintar por cima. Escolheu uma de amarelo ovo, ou qualquer coisa parecido. Duas camadas. Não chega. Três. Ficou bom. Claro que a dimensão dos arrumos tinha diminuido ligeiramente, com as camadas de tinta e a cobertura de folhas do Pala. Não que estas fossem mais grossas que umas outras quaisquer, mas tudo junto ainda faziam um altinho de um cêntimetro e meio, ou assim.
E continuando a imaginar, viamos aquela sala de arrumos, dali a três semanas, já arrumada. Ou seja, cangalhada a tapar as paredes e o tecto, a cobrir o chão. “Aqui não se encontra nada”. Pois não. “E daquelas folhas que encontraste no lixo, não sobrou nada? Queria guardar aqui uns pratos e essas folhas eram boas para os cobrir, não se vão eles partir no meio dessa porra toda.”
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(será que tem continuação?)
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22 October 2009
a nova ministra
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20 October 2009
na farmácia não sabiam o que era acetaminofeno
Festa das flores.
Acompanhando a mãe,
Uma criança cega.
__________________Herberto Helder (tradução de haiku)
em boca fechada não entra mosca
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15 October 2009
canelada (???)
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José Saramago alertou ainda que «está a crescer o fascismo» na Europa e está convencido de que nos próximos anos «atacará com força». «Temos de preparar-nos para enfrentar o ódio e a sede de vingança que os fascistas estão a alimentar», recomendou. «Apesar de ser claro que se apresentarão com máscaras pseudo-democráticas, algumas das quais circulam já entre nós, não devemos deixar-nos enganar», concluiu.
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13 October 2009
convite Ensaio Aberto workshop de exploração
WORKSHOP DE EXPLORAÇÃO
ENSAIO ABERTO 4ª feira, dia 14, às 21 horas, Espaço Raiz di Polom
Com a intenção de explorar um texto em criação - com o universo temático concentrado na 1ª fase do campo, 1936/1954, e que irá dar origem, por sua vez, ao texto performativo - é constituído um grupo formado por quatro actores/performers (Bety Fernandes, Kaká Oliveira, Waldir Brito, Raquel Monteiro) . Durante duas semanas o texto foi discutido e experimentado, testando hipóteses cénicas e visuais para o levantamento de possibilidades da concepção do mesmo.
Com o apoio do Centro Cultural Português na Praia e de Raiz di Polom.
projecto30.blogspot.com
12 October 2009
o grito de golo não me deixa sentir
02 October 2009
sede de poder
o ultimo guerreiro
a qualquer custo
alma sem pudor
vale tudo
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bem, pelo menos estes aqui são filmes e músicas para divergir com o espírito!!
confesso que tenho pena...
link
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01 October 2009
e para acabar a noite ...
o circo vem à aldeia 2 (toy story)
Este ano vamos ter como atracções, os nossos célebres Tigres de Bengala, Animais Exóticos, Acrobatas, Trapezistas, Palhaços entre muitas outras...
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carregue na orelha do acrobata para entrar!!!
o circo vem à aldeia (never ending story)
Este ano vamos ter como atracções, os nossos célebres Tigres de Bengala, Animais Exóticos, Acrobatas, Trapezistas, Palhaços entre muitas outras...
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carregue na orelha do palhaço para entrar!!!
sacar a verdade
e lhe desse uma punhada nos cornos?
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é interessante ver que "técnicas avançadas de interrogatório" não passam de um nome elegante para animais vestirem fardas autoritárias !!!! link
29 September 2009
25 September 2009
preciosa iguaria
Estava sentado no chão, de costas encostadas ao sofá, sozinho. Luz do tecto apagada. Só a televisão com os seus ruídos e luminosidade. A casa vazia. Lá fora ouvia gritos. Um estádio (da luz) a rebentar pelas costuras. E um miudo pára a olhar para a bola que tapava o pequeno circulo da marca de penalti, enquanto olhava para o lado esquerdo, meio nervoso, não mais que meio segundo. Naquele momento só pensava nas fotos dele e de outros tantos miúdos. E marcou. E chorou e fez milhares chorarem e gritarem.
A seguir fui para a rua, enfrentar os outros – que estavam como eu. Portugal era campeão do mundo e tínhamos os melhores miúdos do mundo. Alguma sorte sorte. E o sr. Carlos tinha-os preparado durante anos. E a sorte continuou. O sr. Rui, príncipe, rei e maestro, tornou-se num dos grandes solistas del mundo, tocava a bola como quem coloca um pedaço de erva doce por cima do requeijão, no prato desenhado à medida da imaginação. O sr. Paulo, bailarino de profissão, saltava entre Itália e Alemanha para recuperar A taça. E sempre de espátula de silicone para cobrir com claras semi-tostadas todos os doces de relva em que tocava. O sr. Luis, brutal companheiro catalão, voltou lá para setenta mil apitos lhe atirarem com uma cabeça de porco, no forno, acompanhadas a batata a murro. O Sr. João, frágil miúdo – com os seus saltos de carpa, massajado a alho e salsa, para chegar à bola e a empurrar para o fundo das redes - tornou-se a bandeira do clube mais querido e mais maltratado durante quinze anos.
E quando no minuto 86 um estádio, uma equipa de arbitragem, jogadores adversários, milhões de sortudos que assistiam pela televisão, pararam para chorar e agradecer, como quem sabe que aquela degustação não se irá repetir - já sabiam, simultaneamente, que a riqueza não iria desaparecer, que não iria parar de correr. Só trocaria de posto. E é nesse lugar que o Sr. Rui nos está a fazer, a todos, o favor de devolver a quem de direito a sua grandeza. E se faz favor, não o deixem bater com a porta e chamem por aqueles que tratavam a bola como Adriá pensa o micro cosmos do prato; ou que sentem o campo como Suaudeau desbrava o que a natureza lhe oferece e a transforma em duas horas de sabedor prazer. O sr. Rui, mas também o sr. Luís, o sr. Paulo, o sr. João, o sr. Vítor, o sr. Fernando. Todos eles. Por favor, não nos comam os fetos.
Por esta entrada deliciosa, agradeço. E que mais vinte e tal bulliadas ai venham. Até que a memória seja reposta sobre a mesa.
reconhecem-no, com o carimbo da colgate por cima, ai para os 2 min? :) link
24 September 2009
23 September 2009
doce obstinação
e do mel se faz dia
doce fica a passagem
doce fica quem sonha
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de pés sola de lixa por tanto caminhar
doridas e magoadas ficam as pernas
que ainda dizem aguentar
e perseguem o caminho
e negam terem sido já derrubadas
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se é a noite que faz o mel
é a doce manhã que faz levantar o sonho
continuar a percorrer o caminho repetido
com os pés, sola de lixa
22 September 2009
gato preto, gato branco
por outro lado, há coisas que me enchem de orgulho até chegar a lágrima ao canto do olho. a despedida do rui costa. primeiro para itália. depois para director. um estádio cheio a gritar a mesma frase, embora de forma desafinada. o brilho da relva e o cheiro a cachorro. as goleadas e os jogos bem ganhos. a caderneta de cromos perfeita. o renascer das cinzas. a época entre o nascimento e as cinzas. os pequenos que ali começaram e que depois cresceram, noutro lado. os que para lá queriam ir.
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gosto essencialmente daquela cena, onde numa água imunda, nada apaixonado, com a sua ingenuidade parola. ter que regressar com um gelado e levar um banho de água suja. e agarrar-se a uma câmara de ar de “camião”. já tive uma daquelas, quando me banhava na ribeira de sôr. a estância improvisada e a frescura da sujidade – gosto especialmente do “se deixar ir”, de laranjada na mão. link
19 September 2009
chuvadas entre a alegria e a tristeza
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mais sobre esta intempestiva incongruência:
1 2 3 4
16 September 2009
balada para o adelino (proposta!!)
rompem barreiras
há gritos na sala
há pânico nas cadeiras link
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14 September 2009
navegar navegar Mas ó minha cana verde
não um coral pois já o outro dizia "huuumm.. dificil, se não impossivel!!
também não precisa ser tão exigente, né? link link
10 September 2009
não tenho troco
Sikinada
com apresentações no Centro Cultural Português (Praia) e Mindelact. link
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o rapaz das pizzas toca sempre duas vezes!
força aí !!!
09 September 2009
slumdog pilionaire
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1. Pedro Carraca, num ensaio, ao passar uma garrafa a Joao Meireles, escorrega e faz um pequeno corte no dedo indicador e tem que fazer o resto do ensaio com um penso no respectivo dedo.
2. Uma disputa de bola entre Angulo e Adrien Silva, levou a que o espanhol abrisse a zona esquerda do sobrolho e prosseguisse o treino com um penso na zona afectada.
3. Luis Varatojo no estudio onde está a gravar um novo album, partiu uma corda da sua guitarra e teve que interromper a sessão durante 10 minutos para que a corda da sua guitarra fosse reposta.
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resposta no verso do blogue: 2
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ps: e com coisas destas, estão os jornais cheios:) como vocês bem sabem!
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08 September 2009
a encomenda mentirosa
Então, lá ia eu, olhando os postes a passar e a não parar.
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De facto, até lá não queria ir. Buscar a encomenda. Tampouco sabia o que aquilo era. Simplesmente um pacote neutro de côr uniforme, apenas com um único nome no canto superior direito, em substituição de qualquer selo ou carimbo. Mais nada, nem um simples risco. Simplesmente: "ele"!
O cheiro a petróleo esvaziava a carteira rasgada daquele que subia, não sem dificuldade, os três degraus do pobre autocarro. Que era o que tinha menos culpa de estar naquele decrépito estado.
E eu sem querer lá ir, lá ía.
Mas porque é que o homem não foi lá, já que a encomenda nem era para ele? Porque é que me obrigou a mim, a ir, que nem tinha nada para fazer? A ir lá, buscar a encomenda que seria para mim, ou pelo menos para "ele", eu?
Odeio estas coisas, de ter que fazer o que outro podia fazer por mim, mesmo que seja para mim. Porque é que não se arranja um sistema em que outros possam fazer o meu trabalho, tentando assim que um mundo mais claro e mais justo surja por cima deste, tapando-o, fechando-o, como se nunca houvera um outro?
...
Finalmente o autocarro fingiu que chegara e eu tive que pular. Entrei na loja e esta emanava um sabor a canela, humedecida pelos queixumes dos clientes que não compram nada e somente inundam o ar de bacterias e enchem o vidro do balcão de dedadas. Como se fosse para marcar a sua presença. Eu já fui cliente daquela loja. Ainda não morreu e já lhe fazem o funeral.
Dirigi-me à encomenda, de côr uniforme, e após as primeiras apresentações, peguei nela. Era leve e rectangular. Pensara que seria quadrada. Peguei nela e sai. E nunca a abri, por não saber se era para mim, efectivamente, ou se era para ele - mesmo sabendo que "ele", era eu, nunca tive a certeza desta minha dubiedade.
E nunca a abri. Nunca cheguei a saber se lá dentro estava o que pedira, já que era para mim. A encomenda.
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07 September 2009
05 September 2009
doce ilusão
comida crua, pago à unidade - um tomate, um pepino, uma rodela de atum mal passada e salgada...
isenção de critério ou tabela de preços... enquanto esperei pelo troco, o preço alterou três vezes (será isto normal?)
e ainda um hamburguer que não sabem se têm, além do anunciado no menu com cola lá fora!
tudo com a ilusão de um sorriso italiano em pleno santo antónio,
mesmo mesmo ao lado daquela doce boca que serve cachupa rica fresca (que delicia!) aos sábados...

